Um ano após a morte do Papa, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, sublinha a força do legado deixado por Papa Francisco, destacando-o como uma figura “marcante na história contemporânea da Igreja” e cuja influência continua bem viva.
Em declarações ao Diário do Minho, D. José começa por enquadrar este momento numa perspetiva de fé: “O Papa Francisco vive a Páscoa Eterna, e certamente do alto nos acompanha também nos caminhos que ele trilhou para a Igreja e que connosco impulsionou”.
Para o arcebispo primaz, mais do que a saudade, importa olhar para o legado deixado pelo pontífice argentino, que aponta como um caminho exigente e transformador: “para que esta Igreja seja mais fiel ao Evangelho, seja mais sinodal, mais missionária”.
D. José Cordeiro destaca que o testemunho de Francisco não ficou no passado, mas está agora a ser acolhido e continuado: “Aquilo que ele viveu, testemunhou, anunciou, estamos agora a acolher”. Nesse sentido, refere ainda Papa Leão XIV como sinal de continuidade, sublinhando que o atual Papa “prossegue o mesmo caminho de fidelidade, de novidade, de criatividade”, numa “continuidade renovada”.
Num tom de gratidão, o arcebispo de Braga reconhece o impacto do pontificado: “Ao Papa Francisco estamos profundamente gratos. Deus cumulou a sua Igreja com o seu ministério apostólico”.
Ao mesmo tempo, deixa uma dimensão de esperança e compromisso para o futuro da Igreja, evocando a necessidade de concretizar os caminhos lançados por Francisco: “Os caminhos da corresponsabilidade diferenciada e em sinergia, os caminhos da sinodalidade, possam ser fecundos”.
A terminar, recorre a uma imagem simples, mas expressiva, para resumir o momento que a Igreja vive: “A semente foi bem lançada, que ela agora floresça e dê frutos abundantes”.