A Cozinha Senhorial dos Biscainhos reabriu esta terça-feira, depois de obras de conservação e restauro, para reforçar a ligação entre património e público. "Ao recuperar este espaço, na sua dimensão arquitetónica, mas também na sua dimensão simbólica, estamos a aproximar o património das pessoas", afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, num momento que assinalou também o regresso dos jardins históricos à fruição dos visitantes.
Encerrada ao público durante cerca de dois anos e meio, a cozinha foi alvo de uma intervenção. A diretora do Museu dos Biscainhos, Fátima Pereira, realçou não só o "reforço estrutural", como as "operações de conservação do restauro» e a "valorização significativa das suas coleções".
A responsável explicou que o projeto permitiu também integrar novas peças, provenientes de outros museus nacionais, as quais "vêm a reforçar significativamente o que nós queremos apresentar na cozinha do Palácio". Entre essas incorporações, destacou cerca de 70 peças de cerâmica portuguesa "que na sua maioria vai ser apresentado pela primeira vez".
A diretora aproveitou ainda para enquadrar o momento no esforço mais amplo de requalificação do palácio, apoiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dando nota dos próximos passos, como sejam a conclusão de intervenções no jardim - agora reaberto apesar de trabalhos ainda em curso -, o restauro do teto do Salão Nobre e a modernização da iluminação.
Fátima Pereira anunciou ainda a reativação do Pombal, que deverá acolher um Observatório Ambiental dedicado à biodiversidade. "Não trabalhamos só o Palácio, mas trabalhamos toda a riqueza e a biodiversidade que temos neste jardim", salientou.