Simulacro de incêndio no Hospital de Braga testou evacuação de utentes e ativação do Plano de Catástrofe

Vários utentes, entidades de proteção civil de Braga e cerca de 50 profissionais. Foi o necessário para realizar, esta quinta-feira de manhã, na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, um simulacro de incêndio com evacuação de utentes e ativação do Plano de Catástrofe.

 

A base para o exercício foi, por vontade da organização, complexa: um curto-circuito que provocou na explosão de garrafas de oxigénio portáteis e resultou num incêndio na área de armazém do internamento da Alta Centralizada/CAMI, no piso 1 do Hospital de Braga, tendo afetado a estrutura modular e a fachada do edifício anexo. O cenário afetou a estrutura modular e a fachada do edifício anexo, com impacto nos serviços de internamento e nas consultas de infeciologia, imunoalergologia e psiquiatria, tendo sido simuladas 12 vítimas.

Em declarações ao Diário do Minho, a Coordenadora do Gabinete de Gestão do Risco da ULS Braga, Sílvia Oliveira, explicou que a vontade de criar esta complexidade no simulacro foi para aprender mais com possíveis erros e para perceber limitações. «Nós escolhemos a situação de um incêndio e queremos sempre testar dificuldades. Uma estrutura modular é sempre uma estrutura diferente do resto do edifício, por isso, considerámos que faria sentido testar, nomeadamente, algumas limitações de recursos e de estrutura», referiu.

O simulacro mobilizou cerca de 50 profissionais do Hospital de Braga, distribuídos pela Equipa de Segurança Interna, Alta Centralizada/CAMI, Internamento 1B, consulta de infeciologia, imunoalergologia, manutenção e serviço de urgência. No plano externo, participaram os Serviços Municipais de Proteção Civil, a Polícia de Segurança Pública, os Bombeiros Sapadores de Braga, os Bombeiros Voluntários de Braga e a Polícia Municipal. 

O exercício teve como objetivos testar o Plano de Emergência Interno e o Plano de Catástrofe do Hospital de Braga, verificar os processos e circuitos de evacuação definidos, treinar os profissionais dos serviços envolvidos, avaliar a coordenação entre os diferentes agentes de proteção civil e testar a resposta na componente ambiental. 

A avaliação preliminar foi positiva. «Acho que correu bem, quer a PSP, quer os Bombeiros Sapadores e os Bombeiros Voluntários estiveram todos envolvidos e fizeram o socorro necessário para a situação e articulação e depois com a equipa de segurança interna também daqui do hospital», avaliou Paula Paiva, do Serviço Municipal da Proteção Civil de Braga.

«Nós fazemos anualmente um simulacro com esta dimensão. Durante o ano, fazemos mais reduzidos nos serviços, porque evacuar doentes não é assim tão simples e é bom praticá-los. Felizmente, tenho tido uma ótima colaboração da parte das equipas internas, que compreendem e valorizam estas situações», concluiu Sílvia Oliveira.

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