O presidente da Associação Empresarial do Minho – AEMinho, disse hoje na abertura da Cimeira da Indúsrtria, que decorreu no Theatro Circo, em Braga, que «é no Minho que está o motor da economia do país».
Com o primeiro-ministro na plateia, Ramiro Brito sustentou que a indústria e as empresas portuguesas são o maior agente de transformação económica e social do país. «É nas empresas que nós podemos criar riqueza, é nas empresas que nós podemos criar valor acrescentado para pagarmos melhores salários, é nas empresas que nós podemos ter intervenção social e ajudar a transformar a sociedade através, não só daquilo que nós fazemos, não só do valor que nós criamos, mas também da forma como nós nos posicionamos na região, no país e no mundo», disse Ramiro Brito.
Para o presidente da AIMinho, é, precisamente, no Minho que está o motor da economia do país. «É, de facto aqui, que nós forjamos, na diversidade do nosso tecido empesarial, na diversidade do tecido económico, aquilo que depois pode transformar o país», acrescentou.
Já o primeiro-ministro garantiu que o Governo não tem «nenhum fetiche» com as leis laborais, pretendendo apenas que a legislação acompanhe os sinais dos tempos. Falando na sessão inaugural da Cimeira da Indústria que decorreu no Theatro Circo, em Braga, organizada pela AEMinho e o Observador, Luís Montenegro sublinhou que Portugal é o 38.º país com a lei laboral «mais rígida» dos 39 países da OCDE analisados. «Não temos nenhuma pretensão de retirar direitos a ninguém. Nós temos a pretensão de cada um exercer os seus direitos da forma mais equilibrada possível para todos serem beneficiários do resultado final», garantiu.
O presidente da Câmara de Braga disse que o futuro do concelho é «passar do “made in” para o “Researched and Developed in Braga” e, cada vez mais, para o “Invented and Designed in Braga”». «Porque o futuro da indústria não se decide apenas na capacidade de produzir. Decide-se também na capacidade de criar conhecimento, incorporar tecnologia, desenvolver marcas, ganhar escala e capturar mais valor», disse João Rodrigues na abertura da Cimeira da Indústria que decorreu ontem no Theatro Circo.