Braga reforça orçamento da cultura para garantir novos equipamentos

A cidade de Braga já tem disponível o livro “B25” e o novo repositório digital, num lançamento que decorreu no Theatro Circo. As novidades marcam a transição da Braga 2025 – Capital Portuguesa da Cultura para um arquivo vivo, convertendo o encerramento do ano temático num ponto de partida para o futuro da região. O repositório eletrónico disponibiliza o programa, registos visuais e documentos estratégicos estruturados desde 2018 para consulta pública.

Para garantir esta continuidade, o executivo bracarense decidiu não reduzir as verbas destinadas à cultura no pós-evento. O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, confirmou a manutenção do orçamento de programação e o reforço no investimento de novos equipamentos e requalificações na cidade.

O autarca destacou que o município avançou com a adjudicação das obras para a construção do Cinema Teatro de São Geraldo e planeia intervenções noutros espaços de referência, como a Escola Francisco Sanches, a Casa dos Crivos, o Museu da Imagem ou a Ínsula das Carvalheiras.

Defendendo que esta área assume um papel fulcral no desenvolvimento, João Rodrigues afirmou que «a par da educação, a cultura é o maior e o melhor elevador social que nós temos», uma premissa que visa assegurar que o sucesso de uma criança dependa do seu próprio mérito e não de fatores externos ou do contexto onde nasceu.

O edil rejeita a visão do livro como um desfecho, encarando-o antes como «uma porta aberta e um pontapé de partida para aquilo que vamos ser nos próximos anos enquanto sociedade».

A publicação impressa, coordenada por Samuel Silva, conta com design do estúdio Design by OOF. O objeto reúne cerca de 1500 fotografias impressas num papel translúcido que cria «um efeito de lastro visual», acompanhadas por quatro cadernos pretos que resguardam os retratos e testemunhos na primeira pessoa de 25 participantes do projeto.

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