Uma ambulância bombardeada pela Rússia esteve exposta ontem na Avenida Central, em Braga, com o objetivo de sensibilizar a população bracarense e turistas para a causa ucraniana, para recordar que os crimes de guerra cometidos pela Federação Russa persistem. Para além da sensibilização, a exposição visa, igualmente, angariar fundos para a aquisição de 21 ambulâncias para a Ucrânia.
Depois de percorrer vários países e cidades, ontem foi a vez de Braga acolher a ambulância destruída, numa iniciativa da associação ORANTA e de outros parceiros. Para além da ambulância, a exposição incluiu fotografias e um documentário sobre equipas médicas na linha da frente. Roman Grimalyuc, presidente da Oranta, explicou os objetivos: «Portugal é o 11.º País a acolher esta ambulância. Trazemo-la aqui como uma prova de crime de guerra e crime contra a humanidade que a Rússia cometeu e continua a cometer», enfatizou, recordando que, mesmo nas guerras existem leis. «E as ambulâncias nunca podem ser atacadas. Porque as ambulâncias não têm nacionalidade, não tem bandeira».
Para Roman Grimalyuc o objetivo são 21 ambulâncias. «Já temos três, só faltam 18. Não precisam de ser novas. Lá demos-lhes uma nova vida», esclareceu, frisando que, em média, a Rússia bombardeia uma ambulância por semana. Por sua vez, o vice-presidente da Câmara lembrou que Braga sempre apoiou a Ucrânia desde a primeira hora. E já ajudou no envio de sete ambulâncias. «Hoje estamos aqui para assinalar essa solidariedade para com a causa e para com aqueles que defendem a causa e no dia a dia trabalham por ela. Temos aqui uma amostra simbólica de uma ambulância que foi bombardeada em plena guerra», disse Altino Bessa.