Terras de Bouro deu, esta quinta-feira, um passo no reforço da oferta cultural com a inauguração de uma biblioteca itinerante, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num momento que contou com a presença da ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes.
A iniciativa leva a leitura a vários pontos do concelho, enquanto a autarquia prepara o projeto para criar uma biblioteca física, através da requalificação de uma antiga escola primária na vila de Moimenta, junto ao Centro Cultural.
Por ser um dos cinco municípios do país sem biblioteca física, a solução móvel responde às necessidades imediatas. O presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, considerou «muito importante» dar este passo, frisando que a biblioteca itinerante passa a estar «disponível ao público de Terras de Bouro e não só, e a todos os visitantes e turistas, porque ela vai ser dinâmica em vários locais, para que todos possam ter acesso aos livros e à leitura».
O autarca realçou a meta de disponibilizar «mais uma ferramenta» à comunidade, professores e alunos, lembrando que «um povo com mais cultura é sempre um povo com muito mais sabedoria».
Apesar do arranque do serviço itinerante, o objetivo central passa pela consolidação de um espaço físico definitivo em Moimenta, na antiga escola primária contígua ao Centro Cultural.
Por sua vez, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, sublinhou a singularidade do município e a pertinência da solução encontrada. A governante lembrou que o concelho tinha a «particularidade» de ser «um dos poucos concelhos, neste caso cinco concelhos, que não têm biblioteca», classificando a unidade móvel como «uma forma bastante criativa de encontrar aqui uma solução».