Residência Universitária Confiança quer ser "ponto de viragem" para o mercado habitacional em Braga  

A Residência Universitária Confiança, em Braga, foi inaugurada na manhã desta quinta-feira, tornando-se a maior residência pública do país, com 786 camas à disposição dos estudantes. A cerimónia contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre, do reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, e do presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues.

Num momento mais íntimo em que os três responsáveis falaram em exclusivo aos meios de comunicação social regionais, ficou claro que a nova residência pretende dar uma resposta concreta à procura de alojamento estudantil e, ao mesmo tempo, contribuir para a dinamização e reabilitação da área envolvente. Para João Rodrigues, o investimento permite responder a uma necessidade que Braga, enquanto cidade universitária e jovem, há muito sentia. O autarca considera ainda que este tipo de equipamento pode funcionar como um catalisador para a reabilitação urbana da zona.

Com 786 camas disponíveis, a Residência Universitária Confiança surge assim como uma “lufada de ar fresco” para o alojamento estudantil e poderá também ter reflexos no mercado habitacional de Braga. Segundo João Rodrigues, os primeiros dados recolhidos pelo Município apontam já para um decréscimo acentuado das rendas numa zona da cidade nos últimos dois meses, acompanhado por um aumento do número de imóveis que voltaram a ficar vagos. Ainda assim, o presidente da Câmara sublinha que estes dados representam apenas o início e que será necessário acompanhar a evolução nos próximos meses.

Mais do que disponibilizar um lugar para viver durante o período de estudos, os responsáveis querem que a nova residência tenha um papel ativo na integração dos estudantes na cidade e na universidade. Pedro Arezes, reitor da Universidade do Minho, defende que o espaço não deve ser encarado apenas como um equipamento onde os alunos dormem, mas como parte da própria experiência da vida académica.

A mesma visão é partilhada por João Rodrigues, que considera importante passar de uma lógica em que os estudantes “têm que ir” para uma residência para outra em que “querem ir” para estes espaços. Para o autarca, o alojamento estudantil deve começar a ser encarado como uma componente natural da experiência universitária, independentemente da capacidade económica dos estudantes.

Também o ministro da Educação, Fernando Alexandre, apontou a integração como uma das principais ambições para a Residência Confiança. O objetivo, explicou, é que os estudantes deslocados encontrem ali condições para fazer amigos, circular facilmente entre a residência, a universidade e o centro da cidade e, sobretudo, sentir-se parte da comunidade académica e bracarense.

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