Novo santuário quer afirmar Balasar nos caminhos internacionais de peregrinação

O novo Santuário Eucarístico de Balasar abre uma nova etapa para a peregrinação à terra da Beata Alexandrina e coloca desafios acrescidos ao nível do acolhimento e dos acessos. A perspetiva foi deixada esta terça-feira por D. José Cordeiro, arcebispo de Braga, e pelo reitor, monsenhor Manuel Casado Neiva, após a conferência de imprensa de apresentação dos principais momentos da dedicação da igreja e do altar.

«Temos aqui um Santuário que precisa de se afirmar, quer no plano diocesano, quer no plano local», afirmou D. José Cordeiro ao Diário do Minho. O arcebispo salientou que já chegam a Balasar grupos «de vários países estrangeiros, de vários continentes» e admitiu que o crescimento da peregrinação vai exigir «uma logística mais consistente».

A Trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina realiza-se a 10 de outubro e a inauguração do novo Santuário Eucarístico de Balasar está marcada para 11 de outubro.

Nesse sentido, apontou para a cooperação com a Junta de Freguesia, Câmara Municipal e Governo para melhorar acessos e condições de acolhimento. «Alexandrina é muito conhecida em todo o mundo e até me atrevo a dizer que é mais conhecida no mundo do que em Portugal», acrescentou, manifestando esperança numa futura canonização da Beata Alexandrina.

O reitor do Santuário confirmou a dimensão que a peregrinação já assume, indicando que Balasar recebe cerca de 250 mil visitantes por ano e, em média, 25 a 30 grupos estrangeiros.

Monsenhor Manuel Casado Neiva pretende agora desenvolver «um grande centro de espiritualidade» e «um grande centro de evangelização», considerando que o novo Santuário oferece condições para dar «outra dinâmica» ao acolhimento dos peregrinos.

×