Cardiologia da ULS Braga realiza 100ª TAVI com balanço positivo

O Hospital de Braga assinalou, esta semana, a realização do centésimo implante percutâneo da válvula aórtica (TAVI). O procedimento, implementado no Serviço de Cardiologia no final de 2025, apresenta-se como uma alternativa à cirurgia tradicional.

Jorge Marques, diretor do serviço de cardiologia da ULS de Braga, afirmou que esta técnica serve para “resolver um problema prevalente na nossa população”.

“Para satisfazermos a população da área de abrangência do Hospital de Braga, cerca de um milhão de habitantes, temos de garantir cerca de 200 TAVI’s por ano. Tendo feito, nos primeiros 9 meses, 100 procedimentos podemos, com alguma segurança, afirmar que vamos alcançar esse número”, disse.

O balanço das primeiras 100 intervenções realizadas no Hospital de Braga é positivo, com uma “taxa de complicações baixa” e uma recuperação positiva dos doentes, que “em poucos dias, semanas” verificam um aumento da sua qualidade de vida.

“A válvula aórtica, de saída do coração, fica por vezes estreita, estenótica. O tratamento clássico, desenvolvido há bastantes décadas, é a cirurgia de substituição da válvula. Mais recentemente, foi desenvolvida uma técnica alternativa (TAVI), que consiste na implantação de uma prótese valvular sem recurso à cirurgia. Adapta-se a um grande número de casos, particularmente aos doentes mais idosos”, revelou ao Diário do Minho.

A TAVI é uma técnica minimamente invasiva que permite substituir a válvula aórtica sem recorrer a cirurgia de coração aberto.

×