O primeiro-ministro avisou hoje que com o reforço de meios do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 têm de haver melhores resultados no combate aos fogos.
“Se temos muito mais viaturas, máquinas de rasto, mais equipas e disponibilidade, não nos podemos conformar com o mesmo resultado ou resultados piores. Queremos melhores resultados. Os investimentos têm de ter esse retorno”, afirmou Luís Montenegro durante a apresentação, em Ponte da Barca, Viana do Castelo, do DECIR para este ano
O chefe do Governo insistiu que a palavra de ordem numa situação de “dúvida” é “resolver”.
“E se algum dia numa determinada operação num determinado contexto operacional, houver dúvidas, de que falta uma ordem qualquer, a ordem que nós queremos dar é para andarem para a frente. Deixem-se de burocracias e tecnocracias porque o povo não merece estar à espera de uma resposta só porque falta interpretar uma vírgula ou um parágrafo numa determinada regra. Não”, sublinhou o chefe do executivo numa cerimónia que contou também com as presença dos ministros da Defesa, Ambiente e Agricultura e Mar.
Na apresentação do DECIR 2026, o governante disse ter escolhido Ponte da Barca para a apresentação do dispositivo porque, em 2025, foi um concelho muito fustigado pelos incêndios.
“Estamos aqui para sinalizar que não estamos distraídos, que não estamos desatentos que prevenir é sempre o melhor caminho para evitar as catástrofes ou pelo menos a dimensão negativa de uma catástrofe. Este dispositivo foi aprovado com antecedência para ter todas as condições para ser executado em toda a dimensão”, disse.
“Temos milhares de hectares com material lenhoso derrubado pelas tempestades. Se não for removido com rapidez, transforma-se em combustível, por isso, alterámos o quadro legal. Foi aprovado no Parlamento e aguarda promulgação”, afirmou
Segundo a diretiva, o dispositivo terrestre contará com uma disponibilidade de 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos durante o período de maior empenhamento de meios, entre 01 de julho e 30 de setembro, denominado ‘nível Delta’.