Pedro Lemos começou a ‘brincar’ às construções quando ainda andava na escola. Em vez de brincar com os outros meninos, fazia pequenas casas com pedras do chão.
Em declarações ao Diário do Minho, Pedro Lemos recorda que já infância, “ia para o recreio e fazia casinhas com pedrinhas, lá na brincadeira. Em vez de brincar com os colegas, fazia casinhas com pedrinhas”.
A Aldeia Miniatura começou há 28 anos, quando Pedro iniciou as primeiras construções, em 1998. A obra que mais tempo demorou a concluir foi o Mosteiro de São Gonçalo, cuja construção levou cerca de dois anos. Ainda assim, Pedro esclarece que, em média, o tempo normal para concluir uma casa é de “um a dois meses, dependendo da casa”.
Pedro contou ainda que encontra inspiração “em tudo, são as casas daqui da zona, casas inspiradas por mim, igrejas, mosteiros. É o que eu puder fazer”.
“Tenho gosto. Mas o maior gosto é quando estou a acabá-las. Quando estou a começar, penso logo no trabalho que ainda vai dar. Mas quando estou a acabar, para mim, é uma emoção”, explicou.
A presidente da Junta de Freguesia de Agilde, Sílvia Cunha, destaca a solidariedade da população para com Pedro Lemos.
“O Pedro já teve de fazer um alargamento ao espaço das casinhas e as pessoas aqui à volta têm sido bastante solidárias. Muitas vezes, quem está a construir casa acaba por ter restos de azulejos ou tijoleiras e doa esses materiais ao Pedro para ele continuar as suas construções”, contou.
Para a freguesia de Agilde, a evolução da Aldeia Miniatura também tem sido importante, uma vez que “se tornou um grande atrativo turístico para visitantes e pessoas de fora do concelho”, esclareceu.